quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Crise grega I. Belerofonte.

"Perseu montou uma firma de segurança com Belerofonte.
Cuidam só de celebridades."

Quando um herói grego é citado, vem à baila,
imediatamente Hércules- melhor dizendo: Héracles.

Pois bom, a saga dos heróis antecede

Héracles e seus doze trabalhos.

Belerofonte é mais antigo
e também tem trabalhos memoráveis.

Lá vai:
Belererofonte era filho de Sísifo.
(Seu pai Sísifo, foi,
séculos depois, imortalizado no romance
do argelino existencialista Camus.
Muito boa leitura aliás.)

Pois bom,
Belerofonte era bem brigão e um pouco atrapalhado.
Mata seu irmão Delíades, "sem querer"
(crente que sou na intencionalidade do ato falho,
duvido muito dessa desculpa)

Belerofonte faz isso depois de ter morto
numa outra contenda,
um vizinho lá do pai dele chamado Beleros,
o que provoca uma reação tão valente
nos aderredores que ele é banido da sua pátria.

Não podendo ficar por perto da sua casa,
por ter deixado toda a vizinhança nos cascos
com as duas mortes, ele pede asilo prum
reino mais distante: Tirinto.

O rei dali, Preto, segue a tradição de oferecer
pompa e festejo àqueles que lhe pedem pousada.

Recebe Belerofonte generosamente.

O Preto é casado com Antéia.
Antéia fica maluquinha pelo Belerofonte.
Oferece-se numa desfaçatez ousadíssima.

O Belerofonte se esquiva,
diz que está com dor de cabeça,
arranja umas caçadas longas e
longe do Palácio do Rei Preto,
desfila com umas gurias engraçadinhas
na frente da Altéia...

Tudo prá se manter leal ao Preto,
que havia lhe dado guarida quando ele estava na pior.


A Altéia bravíssima,
por ser recusada pelo seu hóspede,
mente pro Preto que o Belerofonte
está se inclinando para ela.

Resultado: Preto manda o Belerofonte
pro reino do Iobates, pai da traidora da Altéia.

Uma vez na Lícia começa tudo de novo,
festejos, caçadas, banquetes, pelejas...
mas aí o Iobates lê a carta na qual o Preto conta
que o Belerofonte era um safado
que andou seduzindo a Altéia,
"Sua filha, ó aí meu..."

O Iobates não quer bater de frente
com todos os demais reis, seus amiguinhos...
(era um pouco sem educação matar um hóspede)
arranja um meio de se livrar do Belerofonte
disfarçando seu intento.

Manda o Belerofonte pra missão suicida
de dar cabo da Quimera.
Uma monstruosa figura que tinha
cabeça de leão, corpo de cabra, cauda de serpente,
e tinha um bafo que era fogo.
Imagine só!

É o Belerofonte também imaginou
e foi se aconselhar com o advinho Políido,
que diz para ele domesticar Pégaso,
que era o mascote das musas.

Pois bom,
ele coloca uma rede no pescoço do Pégaso,
e montado nesse cavalo alado,
ele realiza façanhas realmente heróicas.


foi assim... até já!



5 comentários:

  1. Ai, Marli, como eu adoro a sua forma de contar os mitos, é só sua e é engraçadíssima :)
    Bjo, sódades

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    1. Olá Isa, Meu Bem
      Fico vaidosíssima com seus elogios.

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  2. ô dó do belerofonte. minha empatia toda pra ele. e pro pégaso. e pra vc que contou essa história de maneira tão... bacana.

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  3. Adorei seu espaço Marli. Parabéns!
    Abçs; http://poesirios.blogspot.com.br/

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Olá, deixe seu recado para mim :o) Um beijo, Maliu